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Projeto prevê a construção de 32 prédios de quatro andares: 42 mil espaços para sepultamento

30/11/2011 - 07:31:33

1º cemitério vertical começa a ser construido em JF

 

O primeiro cemitério vertical da Zona da Mata começa a ser construído em Juiz de Fora. Devem ser investidos cerca de R$55 milhões no projeto que será instalado em um terreno na Rua Otília de Souza Leal, no bairro Marilândia, Cidade Alta.
A terraplenagem já começou e a obra vai ser executada pela Marfal Engenharia, com sede na cidade. A implantação da primeira fase do projeto do cemitério vertical deve ficar pronta em dois anos. O nome será "Memorial da Cidade de Juiz de Fora". O projeto prevê a construção de 32 prédios de quatro andares cada. O que deve resultar em 42 mil espaços para sepultamento, conhecidos como lóculos. O memorial terá dez salas de velório, uma lanchonete e setor administrativo. Depois de pronta a primeira fase, a intenção é construir um crematório.
O projeto foi desenvolvido por um grupo de cinco empreendedores do Rio de Janeiro. De acordo com a lei que regulamenta a implantação de cemitérios em todo o país, eles precisariam estar vinculados a uma entidade pública. Em Juiz de Fora eles escolheram a Sociedade São Vicente de Paula. De acordo com um dos empreendedores, o projeto prevê a instalação de lóculos impermeáveis e tratamento do necrochorume, e recebeu licença prévia e de instalação no Conselho Municipal de Meio Ambiente (Condema).

Uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) determina que a instalação de cemitérios deve ser feita depois da população ser consultada. Nas os moradores do bairro Marilândia alegam que não foram informados do projeto e temem a desvalorização da área.

A secretária de Atividades Urbanas, Sueli Reis, garante que o Marilândia pode receber o memorial. Além disto, ela alega que o projeto obedece toda a legislação municipal. Pelo Código de Posturas do município, os serviços funerários, cemitérios e crematório devem ser explorados pela Administração Municipal, que pode repassar a responsabilidade para empresas desde que haja licitação. No caso do cemitério vertical, Sueli Reis disse que a primeira fase não exige licitação. A secretária afirma que para o crematório, um processo licitatório deve acontecer.

 

Foto: Ilustação.

Fonte: MegaMinas

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