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ECONOMIA E NEGóCIOS

A Moeda Escritural.

20/06/2012 - 14:12:34

A Moeda Escritural.

 

A Moeda Escritural


Moeda Escritural é um meio de pagamento não constituído de papel-moeda (dinheiro) ou pelas moedas metálicas divisionárias emitidas pelo Banco Central e em poder do público. É a soma dos depósitos à vista disponível no sistema bancário. Seu efeito multiplicador inicia quando da emissão de papel-moeda pelo Governo e injetado na economia por via do sistema bancário. Essa canalização de dinheiro para os bancos gera um volume de moeda escritural bem maior que seu valor inicial. Quando da entrada desse volume de moeda, os bancos retêm uma parcela em caixa para garantir a liquidez e a segurança de suas atividades, no sentido de poderem atender os fluxos de retiradas de seus clientes e manter as perdas das câmaras de compensação. O nível técnico desse encaixe mantido pelos bancos comerciais, oscila entre 5% e 10% do total dos depósitos. A essa parcela soma-se outra exigida pelas Autoridades Monetárias, um segundo encaixe, sob forma de recolhimento compulsório à ordem do Banco Central, de acordo com um percentual também aplicado sobre os depósitos existentes, para o controle da política da expansão dos meios de pagamento da economia e reduzir o impacto do efeito multiplicador da moeda escritural. Podemos deduzir que, quanto mais baixo esses tipos de encaixes (o técnico e o compulsório), maior será a parcela liberada para os empréstimos e maiores serão as receitas operacionais e os lucros dos bancos. Não cabe aqui declinarmos sobre a cadeia dos meios de pagamento, os chamados agregados monetários, mas enfocar a propagação do efeito multiplicador da moeda escritural.

Quando um banco concede um novo empréstimo, decorrente de uma anterior expansão da moeda escritural (um novo depósito), apenas uma pequena parcela do empréstimo será retida pelo público, sob a forma de moeda manual. A maior parte retornará ao próprio banco, gerando um novo depósito. Deste, que já está sob efeito multiplicador, uma pequena parte será esterilizada pelos recolhimentos compulsórios e pelos encaixes técnicos, enquanto a outra parte substancialmente maior gerará nova operação de empréstimo. Nessas condições, até que seja afinal amortecido o efeito multiplicador inicial, os empréstimos criarão novos depósitos e estes sucessivamente irão adicionar aos estoques de moeda escritural da economia. Assim, ao término da propagação do efeito multiplicador da moeda escritural, os meios de pagamento resultarão em maiores do que o valor original emitido e canalizado para o sistema bancário. Se considerarmos uma taxa representativa dos encaixes (recolhimentos e retenções) de 25%, o multiplicador será igual a 4, ou seja, a cada um real depositado na conta corrente do cliente (depósitos a vista), dividido por 0,25 o multiplicador da moeda escritural será 4. Isso quer dizer: um cliente ao depositar R$1,00, o banco poderá emprestar R$4,00. Se o encaixe for menor, por exemplo, 20%, o multiplicador passará a 5. Bom negócio, mas para quem? Cuidado com o seu saldo médio, quanto maior e maior o tempo que seu dinheiro ficar hibernado na conta corrente, mais o banco lhe agradecerá.

 

 

 

Augusto Faina.

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