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Maioria é reanimada em 15 minutos, mas há casos que exigem meia hora de esforço.

7/09/2012 - 18:40:55

Prolongar técnicas de ressuscitação diminui risco de morte em 12%.

 

Um estudo realizado por cientistas norte-americanos revelou que o prolongamento das técnicas de ressuscitação em pacientes que sofrem paradas cardíacas reduz o risco de morte. A pesquisa, feita pelas universidades de Washington e de Michigan, é uma das maiores do gênero e uma das primeiras a relacionar a duração dos esforços de ressuscitação às taxas de sobrevivência.

Entre os anos de 2000 e 2008, os pesquisadores identificaram 64.339 pacientes com paradas cardíacas em 435 hospitais dos Estados Unidos, a partir de dados obtidos através da American Heart Association. Os cientistas examinaram pacientes adultos em leitos comuns ou em Unidades de Terapia Intensiva, excluindo aqueles em atendimento de emergência e ou que sofreram parada cardíaca durante procedimentos médicos.

Ao examinar os dados, eles descobriram que, enquanto a maioria dos pacientes foi ressuscitada depois de um período curto de tempo, cerca de 15% dos pacientes que sobreviveram à parada cardíaca precisaram de pelo menos 30 minutos para que o pulso voltasse. Os pesquisadores também calcularam a duração média dos esforços de ressuscitação para os que não sobreviveram, para medir também a taxa de sucesso de um hospital ao tentar ressuscitar um paciente por mais tempo.

Uma das primeiras descobertas que chamou a atenção dos médicos foi a variação na média de tempo dos esforços de ressuscitação entre os hospitais: de 16 minutos, para os hospitais que passavam menos tempo tentando ressuscitar os pacientes, até 25 minutos.

O pesquisador que liderou o estudo, Zachary Goldberger, de Washington, afirma que a variação não é surpreendente, pois não há regras estabelecidas que determinem quando os médicos precisam parar com os esforços de ressuscitação.

"Nossas descobertas sugerem (que existe) uma oportunidade para melhorar o cuidado com esta população em alto risco. No geral, (a melhora) pode envolver a padronização do tempo exigido para continuar as tentativas de ressuscitação", disse.

O médico Brahmajee Nallamothu, professor de Michigan e coautor do estudo, afirmou que, inicialmente, os pesquisadores achavam que tinham descoberto que, em alguns casos, os esforços prolongados para ressuscitar pacientes eram em vão.

Porém, ao concluírem o estudo, constataram que os minutos adicionais tiveram uma diferença positiva. Os pacientes que ficaram mais tempo sob os cuidados de ressuscitação tinham chances de sobrevivência 12% maiores.

 

 

Foto: internet

 

Fonte: O Tempo

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