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Miss Minas Gerais só ano que vem

13/11/2010 - 20:10:03

Uma briga de vaidades travada nos bastidores do Miss Minas Gerais fará com que o Estado fique sem o tradicional concurso neste ano e ainda respinga no mais tradicional concurso de beleza do país, o Miss Brasil. O ex-organizador do evento mineiro José Alonso Dias - que deixou o cargo em outubro - denuncia "coordenadores" do concurso por enriquecimento ilícito e por tentarem agenciar as candidatas como prostitutas. A direção do Miss Brasil diz que analisa a acusação e afirma que um novo coordenador no Estado só será apontado no mês que vem.

O problema aconteceu entre José Alonso, que há 11 anos coordenava o evento em Minas, e a organização do Miss Brasil. Depois de seu desligamento do concurso, no fim de outubro, o empresário, em um comunicado oficial publicado na sua página na internet, justificou ter deixado a produção do desfile por causa da "incompatibilidade de conduta entre as partes".

Acusações. O empresário de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, reconhecido por ter inaugurado na cidade uma "indústria das misses", explicou ter deixado o evento para "zelar pela idoneidade e credibilidade de seu trabalho".

Nos bastidores, no entanto, a história é outra. Sem citar nomes, José Alonso decidiu revelar que "coordenadores" do Miss Brasil tentam usar o cargo para "se aproveitar das candidatas a miss e enriquecer ilicitamente".

As supostas irregularidades estão na carta enviada por ele à direção geral do Miss Brasil. Em um dos trechos, o empresário traz à tona a suposta "denúncia velada" de candidatas a misses, que revelaram a intenção "dos seus coordenadores de usá-las como garotas de programa". "É fato que a imagem do concurso Miss Brasil vem sendo deteriorada ano a ano", cita ele no texto.

Negativa. A direção do Miss Brasil confirmou ter recebido as denúncias e disse que a carta está sendo avaliada pelo departamento jurídico. "As acusações são muito graves. Há muitas afirmações nessa carta que ele (José Alonso) não cita nomes, mas que são muito sérias e que vão ter que ser provadas. Não há nada disso que foi colocado", declarou o diretor executivo do concurso, Boanerges Gaeta Junior.

Com a confusão, o Miss Minas Gerais, que tradicionalmente era realizado entre setembro e outubro, só deverá ocorrer a partir de janeiro.

Mineiro aponta boicote, e Miss Brasil fala de quebra de contrato
A exclusão da mineira Débora Lyra das cinco finalistas do último concurso Miss Universo, quando ela era considerada a favorita, teria sido a gota d’água para a saída de José Alonso Dias da organização do concurso. Ele acusou a direção do Miss Brasil de influenciar o Miss Universo para que a brasileira não trouxesse o título.
O diretor executivo do Miss Brasil, Boanerges Gaeta Junior, negou a acusação e afirmou que o desligamento de José Alonso do concurso foi por quebra de contrato. "Há uma cláusula que determina que a eleita miss Minas Gerais fique sob os cuidados da organização do Miss Brasil. Ele não estava respeitando a regra e nos obrigou a pedir a sua saída", afirmou.
O empresário não foi encontrado para falar sobre a saída coordenação do Miss Minas Gerais. Em seu escritório, em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, a informação era que ele estaria em viagem. (DC)

Expectativa
- Apreensão. A indefinição do concurso Miss Minas Gerais já gera apreensão entre empresários e candidatas. O coordenador do Miss Lagoa Santa, Luiz Carlos Vieira, afirmou que já pagou as taxas para garantir a participação da sua cidade no evento. "Até agora, não fui informado se terá ou não", explicou.
- Medo. A candidata por Divinópolis, Priscila Faisser, 18, disse que está com medo de não haver concurso. "É a coordenação do Miss Brasil é que vai decidir".

 

 

Fonte: O Tempo

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